12.3.10

QUESTIONAMENTOS DA MINHA CABEÇA SOBRE A MINHA CONDIÇÃO E O MEU MODO DE VIDA

(Pule para o último parágrafo se você não for eu.)

Sempre tive tendência a seguir uma vida minimalista, ou pelo menos mais simples. Esta sensação de despreendimento material sempre veio comigo: nunca sofri para dar ou dividir algum objeto. Porém, quanto mais velho fico mais significado um objeto tem pra mim. Eu, como designer de produto, tenho a possibilidade de ser despreendido materialmente? Logo eu que faço parte da cadeia que cria necessidades para todos. É um ser/estar um tanto conflitante, admito.

Bom, voltando ao minimalismo, eu gosto muito dessa linguagem porém sei que isto é fruto de uma época. O minimalismo não é bom em todas as épocas, tanto esteticamente quanto ao que se refere no estilo de vida. Sabemos que ser extremos em qualquer coisa não é bom, logo, prefiro tomar algumas lições do minimalismo - como estilo de vida - e incorporá-las aos meus hábitos. Por isso não digo ser "minimalista", mas tento ser o mais simples possível. Simples, não mínimo.

Já mudei alguns hábitos que tinha, outros nem tanto. Cabe aqui dizer que tornar a vida mais simples é torná-la mais saudável e prazerosa. De fato, mais eficiente também. Para exemplificar, estou tentando sempre almoçar alimentos que não são industrializados ou congelados - as comidas de verdade -; evito refrigerante na hora das refeições; e estou procurando fazer atividades físicas assim como tentando me habituar a dormir mais cedo e acordar mais cedo. Para alguns, isso já é feito corriqueiramente, porém, para mim, tá sendo um grande passo.

Este texto é mais um relato e uma nota para que eu sempre me lembre. Não precisa ler.

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