23.1.12

Coisas para fazer:

- Comprar diabo-verde 
- Comprar a pílula 
- Não lembrar dele 

17.8.11

- The second button literally makes or breaks the shirt, look at it: it's too high!

















Estou revendo todos os episódios de Seinfeld novamente. Assim como o Seu Felipe se questionou no texto sobre o primeiro episódio no Movimento Seinfeld, eu também me pergunto se teria gostado de Seinfeld Chronicles se o tivesse visto quando ele foi ao ar em 1989.

Seinfeld criou o niilismo nos seriados. Foi ali que "o tudo sobre o nada" começou. Já no primeiro diálogo observamos Jerry e George Costanza conversando sobre as alturas do segundo botão das camisas. E isso é o que me prenderia se estivesse assistindo a TV: dois caras conversando sobre botões e sobre não existir o "muito seco" ou o "muito molhado". Além de assistir certamente concordaria com um "não é que é mesmo?!".

O roteiro principal é sobre a dúvida de Jerry sobre a possível estadia de uma amiga dele de Michigan - que viria para fazer um seminário em New York - em sua casa. A simples cogitação de que ela poderá passar a noite em sua casa o faz ter diversas dúvidas.

O fato é que com essa dúvida Seinfeld leva um colchão extra para a sua casa no caso dela ir dormir mesmo e a melhor piada do episódio surge: a do "extra guy". Mais um fator para que eu apostasse na série seria, além destas colocações muito bem colocadas no roteiro, os flashes de stand up do próprio Seinfeld. Ele é o meu comediante stand up preferido pois acho o senso de humor dele no palco algo muito tranquilo, estável. E com certeza não só deixaria no canal como toda semana esperaria por um episódio novo. Além do mais, neste episódio tem uma das melhores sketches dele que é sobre homens - que acenam e buzinam para as mulheres porque ainda não sabem um melhor jeito de chamar a atenção - e sobre as mulheres que não conseguem encontrar homens - sendo que nós estamos em toda a parte.

Ali você já sente o que Seinfeld viria a ser, mesmo com personagens ainda brutos e outros ainda inexistentes. Mas definitivamente o nadismo já estava estampado, definido como linha-guia para todos os outros 180 episódios.

17.6.11

Internet ♥ Futebol

Quando eu vejo uma notícia como essa me dá um orgulho de "ser" da internet. É um sentimento bobo, eu sei. É ingênuo, e até burro porque a existência desse grupo não faz de mim melhor ou pior - imagine o contrário então?

"Ser" da internet, pra mim, é algo como você conhecê-la e vivê-la. Por exemplo, nós homens - eu disse homem, o resto é projeto - e nossa relação com o campeonato de futebol do momento. Nós sabemos de tudo o que está acontecendo, assim como aquele namorado que vai dar uns amassos na gatinha na casa dos pais dela - qualquer movimentação na casa a orelha treme e a espinha gela. Temos informantes - a.k.a porteiros, motoristas de ônibus, donos de bancas, colega do trabalho, seu chefe - em todos os locais e mesmo não querendo sabemos que o Corinthians lançou o terceiro uniforme roxo com um São Jorge ridículo desenhado, que o Paraná Clube desceu o sarrafo no Goiás com 3 gols lá no Brinco de Ouro da Princesa - jogo lindo - ou que o Neymar tá caindo mais que Machado de Assis em prova de literatura no vestibular. Se estamos passando na rua e alguma frequência de rádio encontra nossos ouvidos selecionamos por meio de algum método os placares da rodada e gravamos na memória. Nada se perde quando o assunto é futebol: escalações, transações, placares, regras, tabela. Futebol pode não ser a sua vida, mas você vive com ele.

O mesmo acontece com a internet. Você conhece suas regras; você sabe o que fazer nela; sabe onde procurar música; sabe onde stalkear; dê-me dois searchs no Google e eu sei quando é seu aniversário e qual é sua banda favorita. Você não pergunta pra ninguém as coisas: você pergunta pra internet. Ela é sua amiga. Ela é sua vida, mas você não vive nela.

Por isso fico feliz quando a internet ultrapassa o virtual e - nesse caso - preocupa as pessoas que acham que isto só serve pra pornografia - seus tios - e pros jovens ficarem batendo papo - suas tias. Tenho orgulho em ser da internet! Poderia existir um Hino, ou um país chamado United PCs of Internet. Seria lindo, como foi a goleada do Paraná Clube em cima do Goiás - que jogo, amigos!

15.6.11

Formspring: What's the worst injury you've had, and how did it happen?

Todos os meus machucados (os sérios e os não tão sérios assim) poderiam vir com um "Viu? Eu avisei!" da minha mãe porque foram todos frutos de brincadeiras bestas. O mais sério que eu tive não poderia ser diferente.

Com meus 9 anos, antes de irmos para a sala de aula tinha aquele ritual de formarmos fila, cantarmos hino e tudo mais. Depois disso, o diretor ia permitindo cada turma seguir seu caminho rumo a mais um dia de estudos. Estudava em uma das salas mais distantes do pátio central (onde ocorria a cantoria dos hinos). Logo, para chegarmos lá precisávamos fazer duas curvas nos corredores sendo que no primeiro a visualização do pátio central se perdia. Ali era o local. Bem nessa primeira quebrada acelerávamos: eu e meus amigos apostávamos corrida para ver quem chegava por primeiro na sala de aula. Eu sempre figurava entre os primeiros, era ágil e esperto. E numa certa vez, na primeira colocação, fui virar para entrar na sala e um colega (Felipe Dinão o nome dele. Menino muito engraçado, por sinal) que estava em segundo lugar me empurrou. Fui de boca no batente da porta. Levantei-me, com a mão na boca, e vi que a mão não era mais mão mas sim uma pia transbordando sangue pelo chão da sala. Nem chorei.

Tomei alguns pontos dentro da boca, e meu sorriso até hoje é alguns milímetros puxado para a direita - basicamente só eu noto. Minha mãe sabia das brincadeiras que fazíamos e assim que ela chegou no hospital uma das suas primeiras frases foi:

- Viu? Eu avisei!

14.6.11

Tô cansado e não quero dormir

Tive um sonho ruim hoje.

Antes de descrevê-lo cabe aqui dizer que estou no início de uma gripe. Febre, dor de cabeça, dor muscular, só coisa boa. E provavelmente esse sonho tem muito a ver com meu estado físico. Foi um sonho ruim.

Fui dormir bem tarde, já que as dores dispersavam o meu sono. Mexe na cama, remexe, posição de conchinha, esticado, pernas pro ar, uma luta. E depois de horas caí no sono. E logo de cara caí no sonho.

Eu, num lugar bem melancólico. Meio acinzentado, meio sépia. Uma casa. Isso, uma casa, com vários detalhes em madeira escura e lá fora chuva. Não era uma casa, era uma loja! Uma loja de móveis. Fui entrando, ou melhor, levitando. Sim, estava levitando pela casa. Passei alguns minutos de conforto dentro daquela loja - que parecia uma casa de chás. Comecei a sentir um zumbido, algo no qual estava sentindo não somente no sonho mas também fisicamente. E com esse zumbido, no sonho, estava adentrando uma vitrine de cadeiras. Eu senti aquele silêncio de vitrine como se estivesse em uma, algo muito real. E enquanto estava entre estas cadeiras - que lembravam muito os modelos de Thonet - alguma coisa começou a me puxar.

Essa é a palavra: coisa. Não sei o que era. E também não sei o que puxava. Mas quando puxava eu sentia minha alma saindo, ou algo do gênero. Eu lembrei dos dementadores que sugavam as almas, mas não era. E enquanto esta "coisa" estava me sugando, eu tentava de qualquer maneira acordar. Gritava, esperneava, na esperança que alguém me acordasse mas as três camadas de cobertores - foi uma noite fria - pareciam três mantas de chumbo. Não conseguia esboçar nenhuma reação. E meu coração palpitava, explodia.

Acordei! Acordei no susto. Acordei com medo. Com todos os meus músculos triturados e com febre. E não consegui mais dormir, obviamente. Mais um pesadelo.O pior deles pra mim. E agora, o título do texto representa bem...

10.6.11

"Eu me fodendo aqui e vocês rindo!"

- Moça do ônibus.

3.6.11

isso faz mais sentido pra mim do que pra você

Estou indo morar em São Bento do Sul :)